#000004 – 16 de novembro de 2019
Cypherpunks. Escrevo a palavra e hesito muito tempo. Desmantelar e reaproveitar as peças é ética que me interessa. Até o ethos Walkaway das personagens tragicamente utópicas de Cory Doctorow me ilumina. Mas um hacker, segundo a citação de Rodney Mullen, em vez de pensar de algo, what does this do, pensa, what can I make it do for me?
A criptologia é disciplina necessária. Ainda assim, sugiro que não há nada mais white-hat que olhar para um sistema e pensar, what can this do for everybody?
Talvez, apenas talvez, seja cedo demais para abandonar as heterodoxias. Contra os que nos querem fixar uma identidade, há que persistir ainda na multiplicidade. Diluindo o ego, até ser inatacável. Pós-moderno porque pró-moderno. Talvez.