#000005 – 17 de novembro de 2019

Organizar o caos.
É gratificante esta ilusão de diminuir a entropia. Primeiro os estilhaços gloriosos de uma invenção, a cintilação dos fragmentos. Depois o reconhecimento de padrões. Azulejaria de ideias.

Começo por decalcar contornos. Reconheço padrões habituais. Mas tudo a seguir é reconstrução, ou mesmo apologia. Gosto de dar um sentido à minha desordem. Cada história começa com um título, uma frase ou um conceito. É pouco mais que um pressentimento sobre um rumo a seguir. Uma altura chegará em que uma colecção se agrega. Ou uma série. Ou uma história de fundo, ou um mundo.

Quero radicar as minhas histórias no humanismo, na ideia essencial de que somos mais felizes e prósperos quando nos ajudamos mutuamente. Quero sabotar, com perguntas, as ideias inimigas da civilização. Escrutinar as toxinas que as boas intenções produzem. Abrir braços, estimular cérebro, fortalecer o coração.