#000036 – 18 de dezembro de 2019
Milão, em vez de Frankfurt. Boccata com prosciutto e rúcula, em vez do bacalhau da minha mãe. Meia-noite em vez de meio-dia. Perder um voo é estranho. Ficamos em terra e não chegamos a ver a aeronave. Apenas burocracia e sorrisos profissionais, anúncios e filas de passageiros. Perder um navio, imagino, será mais dramático. Podemos ver o casco a tornar-se pequeno. Ficamos do lado dos que acenam. E tudo com uma intensa lentidão. A cabeça povoada de finais à Indiana Jones, saltos heróicos no último segundo e tudo a ficar bem para sempre.