#000072 – 27 de janeiro de 2020

Escutar o Zizek é tomar a minha dose de veneno de cobra. Imagino que mordidelas futuras não me derrubarão, porque me fui inoculando. Escuto, naquele estertor obsessivo, como a felicidade é coisa má, como boa parte do que acredito está errado. E encontro fragilidades no meu sistema imunitário. Vou-me fortalecendo, quer porque caducam ideias, quer porque outras resistem. E continuo: hippie e hedonista.