#000103 – 28 de fevereiro de 2020

«We now ask the question, “What will happen when a machine takes the part of A in this game?” Will the interrogator decide wrongly as often when the game is played like this as he does when the game is played between a man and a woman? These questions replace our original, “Can machines think?“»

O artigo de de Alan Turing inspirou muito do que se especula hoje sobre a emergência da consciência nas máquinas, desde que foi publicado em 1950. Estranhamente, não deve ter sido lido pelos que acreditam na Singularidade. Turing, logo no primeiro parágrafo, põe de lado a pergunta “Can machines think?” para a substituir pelo que chama Simulation Game.

Este “jogo” conhecemo-lo agora como Teste de Turing. E é discutido interminavelmente como se fosse um teste para saber se uma máquina (máquina aqui significa software) é inteligente. O Simulation Game é mais um teste ao humano que à máquina. A pergunta que Turing nos deixou é um desafio maior que qualquer singularidade, é um espinho que não podemos ignorar: “Pode um ser humano saber se do outro lado está outro ser humano?”