#000110 – 06 de março de 2020
Em adulto quero sonhos e quero lucidez. Investigo as raízes dos meus preconceitos. Tropeço na arqueologia das minhas influências. Conto histórias para embalar o medo, deixá-lo a ressonar e sair para o mundo em pontas de pés. Faço perguntas às personagens, escuto as suas questões. Reconheço o que não sei, aprendo a perguntar melhor. Arrisco formulações para a minha ignorância, permito-me a breve impaciência de me contradizer. Olho os padrões coloridos na areia e varro a mandala do meu caos.